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Espaços e casas para todos


A importância da inclusão está cada vez mais presente nas nossas consciências e a sociedade tem vindo a desenvolver métodos e técnicas que permitem que todos experienciem um sentimento de pertença.


A arquitetura não ficou de fora deste movimento.


Somos todos diferentes e as nossas limitações não são iguais, por isso a projeção dos espaços públicos e casas, passou a ter como uma das prioridades de topo a acessibilidade. O meio que nos rodeia tem de se adaptar à nossa realidade e às nossas necessidades.


Uma das grandes preocupações dos arquitetos, passa por criar áreas onde qualquer indivíduo, mesmo que possua alguma limitação física, consiga movimentar-se sem qualquer impedimento ou sem que necessite de ajuda de terceiros.


Casas acessíveis e funcionais

Exemplo disso é o So & So Studio.

Projetaram em Thiene, na Itália, a Casa MAC. Áreas acessíveis e adaptadas para a uma senhora cega. Após 50 anos na mesma casa, na qual se movimentava facilmente, era essencial criar um espaço que continuasse a garantir a sua autonomia e que o seu uso fosse intuitivo.

Para garantir que todas as necessidades da proprietária eram contempladas, foi realizado um levantamento das suas rotinas dentro de casa, nomeadamente quais as divisões mais utilizadas e os seus hábitos.

A partir daqui, foi projetado um corredor central sobre o qual circundavam todos as áreas funcionais, evitando ao máximo labirintos e espaços recônditos. Também foi criado e fixado um mapa da casa com um código de referência, replicado de forma tátil no piso.


Um parque público para os sentidos

Um parque não tem de servir apenas para passar o tempo. Pode ser um lugar de estímulos e de promoção da inclusão e da igualdade.

Marcelo Roux e Gastón Cuñaes desenharam o Parque da Amizade em Montevidéu no Uruguai, um espaço dividido em seis áreas propícias ao desenvolvimento do tato, da escuta e do olfato.

Equipado com mobiliário urbano e jogos infantis, este parque invoca temáticas como a História do Homem e dos animais, o Universo e a Astronomia. Os seus percursos contam com várias texturas, cores e aromas, que despertam os sentidos.


Um centro que promove a autonomia

O Centro para Cegos e Deficientes Visuais, na cidade do México é outro exemplar, de como a arquitetura pode estar ao serviço das necessidades das pessoas. Este projeto desenvolvido por Taller de Arquitectura + Mauricio Rocha, assenta em filtros táteis colocados desde da entrada, passando pelas paredes do edifício, até à porta de saída.

Cada filtro reproduz uma “família” de áreas. Por exemplo: o primeiro filtro apresenta os serviços administrativos e comuns; o segundo, dois edifícios paralelos representados por duas linhas paralelas; e por fim o filtro a que se referem às salas de aulas e pátios privativos.

Para facilitar a mobilidade, todo o percurso é plano.

Ao projetar este espaço, os arquitetos quiseram proporcionar aos seus utilizadores invisuais a experiência de ativar os outros sentidos. Os mapas de localização dos edifícios são táteis e o jardim foi concebido com seis tipos de plantas e flores com um perfume característico, que ajudam na orientação de quem por ali circula.


Estes são apenas alguns modelos de como é fundamental o papel da arquitetura numa sociedade mais equitativa e inclusiva.


Foto de Stephano Calgaro.


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